4 de set. de 2014
30 de ago. de 2014
Turma 201: conto D. Paula - Machado de Assis
Para o seminário de Literatura, os alunos do 2º e 3º ano leram alguns contos e romances de Machado de Assis, Eça de Queiroz, Aluízio de Azevedo ...Em equipes, os alunos estudaram a obra para apresentar em sala de aula. Para enriquecer o trabalho algumas equipes fizeram dramatização, outros produziram slides e vídeos. Eis o resultado da equipe dos alunos: Wilcles, Aline Paloma, Raiane e Débora, da turma 201 da tarde.
Profa. Silene Faro
Profa. Silene Faro
Marcadores:
D. Paula,
Machado de Assis
9 de abr. de 2014
A mudança foi baseada no conteúdo oficial da Secretaria de Estado de
Educação (Seduc), aplicado aos alunos do Ensino Médio da rede pública de
ensino. Configura aqui as leituras.
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Leituras do vestibular
9 de dez. de 2013
Orientações para entrega e desbloqueio dos tablets
Senhores (as) gestores (as) e professores (as), os tablets já chegaram às escolas. Agora precisamos proceder, com urgência, no seu desbloqueio para que possamos dar continuidade ao processo de formação para utilização dos mesmos. Abaixo, algumas orientações para proceder na entrega e no desbloqueio:
ORIENTAÇÕES – TABLETS DOS PROFESSORES
1. DE QUEM É O TABLET?
- O tablet é para apoio educacional, sendo assim, o aparelho é do professor enquanto ele tiver em regência de classe na escola.
2. QUEM RECEBE O TABLET?
- O professor do Ensino Médio, em regência de classe. Professor que está aguardando aposentadoria não recebe; Professor contratado recebe o aparelho e deve devolvê-lo ao sair da escola;
3. LISTAGEM DOS PROFESSORES
- A listagem com os nomes dos professores contemplados com os tablets já foi enviada às USE’s e URE’s no dia 29/10/2013; que ficará responsável pelo envio às escolas de sua jurisdição.
4. DESBLOQUEIO DO TABLET
- A direção de cada escola deve enviar ao e-mail tablet.ctae@gmail.com a relação com todos os nomes e e-mails (do GMAIL) de cada professor para procedermos o desbloqueio; Não serão aceitos indicações individuais de professores, somente a listagem completa enviada pela direção da escola.
5. PROFESSOR DE LICENÇA
- Professores em licença aprimoramento e readaptado de função, não receberão o tablet, pois não estão em regência de classe; Professores que estão de licença especial ou de licença saúde, recebem o tablet assim que retornarem à escola.
6. PROFESSOR QUE NÃO ESTÁ MAIS NA ESCOLA
- Se o professor não estiver mais na Escola, por qualquer motivo, a Direção deve indicar outro professor (com maior carga horária nesta Escola) para receber o, tablet; Se não houver nomes a serem indicados, guardar os tablets na escola e esperar o GPAM para patrimoniá-los e, só assim, o tablet poderá ser remanejado;
7. ROUBO
- No caso de roubo, deve-se registrar um Boletim de Ocorrência e avisar à CTAE enviando uma cópia do BO e do Termo de Recebimento.
8. PROFESSORES DO SOME
- Os professores do SOME que estão na listagem enviada devem receber os tablets.
9. TERMO DE RESPONSABILIDADE
O Termo de Responsabilidade deve ser preenchido pelo professor contemplado,
arquivado o original na escola e enviada uma cópia para a USE ou URE Gestora.
PARA O DESBLOQUEIO
1. Acesse o site:
2. Clique no menu: Desbloqueio do Tablet.
3. Informe o CPF e e-mail (GMAIL) válido.
4. Ao realizar o desbloqueio corretamente a mensagem abaixo será exibida.
5. A senha será encaminhada ao e-mail informado.
6. Ligar o tablet acesse a rede sem fio e insira o CPF e a senha enviada para o e-mail com as letras todas em caixa alta.
OBS: Todas as ações realizadas com o usuário e senha ficam registradas no sistema e em caso de necessidade poderão ser verificados pelo FNDE.
INFORME OS DADOS DO TABLET RECEBIDO POR VOCÊ
Acesse o link AQUI e preencha, corretamente, o Formulário. Ou copie e cole o endereço abaixo na janela de seu navegador para preenchimento do mesmo:
https://docs.google.com/forms/d/11OleXUI-nQi0gVZE-i6cHWuBqVvavRPVsgy9dH9rm2g/viewform
Fonte: Equipe do NTE Benevides
20 de ago. de 2013
Análise do conto "Capítulo dos Chapéus" de Machado de Assis
Em “Capítulo dos Chapéus”, Machado volta a abordar a relação homem-meio sobre o prisma do temperamento. Neste conto, temos como protagonista Mariana, um exemplo de pusilanimidade, de desconhecimento de si, de falta de autonomia, de fraqueza da vontade, que muda conforme mudam as circunstâncias. Mesmo o seu “gosto estético” é tomado de “empréstimo”.
O conto inicia-se com Mariana pedindo ao seu marido, Conrado, para que ele troque de chapéu. Conrado surpreende-se com o pedido da mulher:
“Conhecia a mulher, de ordinário, uma criatura passiva, meiga, de uma plasticidade de encomenda, capaz de usar com a mesma divina indiferença tanto um diadema régio como uma touca.” (“O Capítulo dos Chapéus”. Obra completa, 2004, vol. 2, p.402).
Mas o narrador logo esclarece a razão do desgosto de Mariana pelo chapéu de seu marido: na noite anterior, o pai dela confessara-lhe, em segredo, que achava abominável o chapéu de seu genro. De todo modo, Conrado, sem conseguir compreender o porquê da repentina antipatia pelo seu chapéu, resolve dar a Mariana uma explicação sobre a dificuldade de trocá-lo:
- Olhe, iáiá, tenho uma razão filosófica para não fazer o que você me pede. Nunca lhe disse isto; mas já agora confio-lhe tudo.
Mariana mordia o lábio, sem dizer mais nada; pegou de uma faca, e entrou a bater com ela devagarinho para fazer alguma coisa; mas, nem isso mesmo consentiu o marido, que lhe tirou a faca delicadamente, e continuou:
- A escolha do chapéu não é uma ação indiferente, como você pode supor; é regida por um princípio metafísico. Não cuide que quem compra um chapéu exerce uma ação voluntária e livre; a verdade é que obedece a um determinismo obscuro. A ilusão da liberdade existe arraigada nos compradores, e é mantida pelos chapeleiros que, ao verem um freguês ensaiar trinta ou quarenta chapéus, e sair sem comprar nenhum, imaginam que ele está procurando livremente uma combinação elegante.
O princípio metafísico é este: – o chapéu é a integração do homem, um prolongamento da cabeça, um complemento decretado ab eterno; ninguém o pode trocar sem mutilação. É uma questão profunda que nunca ocorreu a ninguém. [...] Quem sabe? pode ser até que nem mesmo o chapéu seja complemento do homem, mas o homem do chapéu… (Ibid., p.403).
Se continuarmos a leitura do conto, veremos o modo como Machado trabalha a dinâmica da frágil consciência de Mariana, sujeita a um “determinismo obscuro”. Isso já pode ser observado, no fragmento acima, em um pequeno ato de Mariana, que, após receber a resposta do marido sobre “suas razões metafísicas”, passa a bater involuntariamente a faca na mesa, “para fazer alguma coisa”. Acabada a discussão, Mariana, frustrada em seu pedido, passa a sentir ódio do chapéu de seu Marido, questionando-se sobre como pôde suportá-lo por tantos anos.
É neste estado de espírito que ela vai à casa de sua amiga Sofia, “com o fim de espairecer, não de lhe contar nada” (Ibid., p.404). Sofia tem o temperamento oposto ao de Mariana: dominadora, namoradeira e voluntariosa, “muito senhora de si”. Embora não fosse sua intenção inicial, Mariana não resiste e desabafa o caso do chapéu com Sofia, que, logo em seguida, convence Mariana a dar um passeio com ela:
Um certo demônio soprava nela as fúrias da vingança. Demais, a amiga tinha o dom de fascinar, virtude de Bonaparte, e não lhe deu tempo de refletir. Pois sim, iria, estava cansada de viver cativa. Também queria gozar um pouco, etc.,etc… (Ibid.,, p.405.)
“Etc, etc”.
Com que sutileza o narrador revela ao leitor a superficialidade das razões de Mariana! Estaria a mulher do Conrado cansada de viver cativa? Ou seria, no fundo, apenas o sopro passageiro do demônio da vingança? Em todo caso “parece que não deu tempo de refletir”. Ora, “De refletir o quê?”. A continuação do conto responde a pergunta. Se Mariana refletisse, ela talvez se desse conta que passear pela Rua do Ouvidor com a amiga namoradeira era uma atitude oposta ao seu temperamento: o “de uma criatura passiva e meiga”.
Ora, veja-se a reação de Mariana durante o passeio: “A uniformidade e a placidez, que eram o fundo de seu caráter e sua vida, receberam daquela agitação os repelões do costume. Ela mal podia andar por entre os grupos, menos ainda sabia onde fixar os olhos, tal era a confusão das gentes, tal era a variedade das lojas”. (Ibid., p.406.)
Ao final do passeio, não ocorre vingança alguma, muito pelo contrário: Mariana se aborrece com tudo aquilo e volta ao lar. Com grande habilidade, o narrador vai mostrando como, gradativamente, a consciência de Mariana vai modificando a opinião sobre o chapéu de seu marido: “Achou que, bem pesadas as coisas, a principal culpa era dela. Que diabo de teima por um chapéu que o marido usava há tantos anos? Também o pai era exigente demais…”. (Ibid., p.410.)
Ao fim do conto, o marido chega em casa, e, para a surpresa de Mariana, está com um chapéu novo. A moça, ao contrário daquilo que lhe pedira de manhã, pede para que ele tire o chapéu e coloque o antigo em seu lugar.
Onde está a liberdade? Qual a autonomia de Mariana? Mesmo as vontades e gostos dela são tomados de empréstimo: desgosta do chapéu de seu marido por causa da opinião do pai; e resolve passear pela Rua do Ouvidor sob a influência de Sofia. Esta sim é resoluta e decidida, “muito senhora de si”, “qualidade” essa que Mariana tenta inclusive como que tomar para si: “A rebelião de Eva evocava nela os clarins; e o contato da amiga dava um prurido de independência e vontade.” (Ibid., p.404.)
Em outra passagem deste mesmo conto, podemos observar mais uma vez a diferença de temperamento entre as duas mulheres, quando Mariana tenta impor sua vontade à Sofia: “Mariana teimou ainda mais um pouco; mas teimar contra Sofia, – a pomba discutindo com o gavião, – era realmente insensatez”. (Ibid., p.408.) “Pomba” e “Gavião” fazem sentir a presença deste algo de natural no ser humano: o temperamento, idéia essa que acompanha Machado durante várias de suas obras.
Bentinho de Dom Casmurro é quase que um fantoche nas mãos das outras personagens do romance. Sua mãe o usa para pagar sua promessa; Capitu, para ascensão social por meio do matrimônio, (uma das únicas formas de uma mulher obter ascensão social naquele tempo); e o agregado José Dias, para manter sua posição de agregado. Capitu, por outro lado, é quase o oposto de Bentinho, usa de todos os artifícios para conseguir seu objetivo, o matrimônio.
O jogo de temperamentos e de caracteres encontra-se também no romance Quincas Borba (1891), cujo protagonista, Rubião, é manipulado por Palha, Sofia, e mais uma corja de parasitas.
Publicado originalmente em: Análise: Capítulo dos Chapéus, de Machado de Assis | Vestibular no Pará | você passa primeiro aqui
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